Publicado por los Dres. Afonso Akio Shiozaki, Raymond J. Kim, José Rodrigues Parga, Eduardo Marinho Tassi, Edmundo Arteaga, Carlos Eduardo Rochitte en Arq Bras Cardiol 2007; 88(2):243-248

Entre as doenças cardíacas genéticas, a cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a que mais causa morte súbita em jovens, com incidência de 1:500 na população adulta. Os critérios usados rotineiramente para pior prognóstico apresentam sensibilidade e especificidade limitadas. Assim, o risco estimado de evolução para cardiomiopatia dilatada ou morte súbita é um tanto impreciso, gerando dúvidas quanto ao tratamento adequado a ser instituído nos portadores de CMH. Portanto, um método não-invasivo acurado para o diagnóstico de CMH, com valor prognóstico, adquire grande importância.

Nos últimos anos, a ressonância magnética cardiovascular (RMC) tem sido considerada não apenas uma ferramenta diagnóstica, mas também um estudo com valor prognóstico, pois caracteriza a fibrose miocárdica com bastante exatidão em portadores de cardiomiopatia hipertrófica. Além disso, a RMC também identifica os diversos padrões de hipertrofia, analisa a função ventricular, estima o gradiente intraventricular e permite a determinação do diagnóstico diferencial com outras causas que levam à cardiomiopatia hipertrófica.

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