Hiperglicemia Pós-Prandial: Tratamento do seu Potencial Aterogênico
Articulos de Revisión Julio 9, 2007Publicado por Bruno Geloneze, Rodrigo Nunes Lamounier, Otávio Rizzi Coelho en Arq Bras Cardiol 2006; 87 : 660-670
Processos bioquímicos e fisiológicos estão envolvidos na manutenção de um estado de homeostasia visando a
sobrevivência do organismo humano. Alterações nesse estado de equilíbrio são percebidas e vários sistemas são ativados, incluindo o sistema endócrino, a fim de restabelecer o estado de homeostasia.
Dentre esses sistemas, um dos principais refere-se à nutrição para a funcionalidade e crescimento celulares.
Após a alimentação, há uma estocagem de nutrientes para as necessidades futuras do organismo. A resposta fisiológica ao jejum e à alimentação constitui um processo complexo e a sua perturbação pode levar a uma série de doenças: da inanição à obesidade, da hipoglicemia ao diabetes mellitus tipo 2. Pode também haver alteração nos processos de crescimento com deficiência ou exacerbação dos processos proliferativos, tal como na arteriosclerose.
O diabetes tipo 2 está claramente associado à presença de obesidade e reconhecidamente resulta da combinação de defeito secretório da célula beta e falha na ação periférica da insulina. A intensidade da doença, bem como o seu potencial em provocar complicações crônicas são freqüentemente atribuídos à presença da hiperglicemia de jejum, que reflete a alteração no processo de homeostasia e fundamentalmente, nos níveis elevados da hemoglobina glicada (HbA1c), tendo sido esses os principais parâmetros para seu tratamento.
Como reconhecimento da associação entre o estado pós-prandial e doença cardiovascular em pacientes diabéticos tipo 2 houve um grande desenvolvimento de novas opções terapêuticas visando à correção das anormalidades metabólicas pósalimentares, dentre as quais os inibidores da alfaglicosidase, os secretagogos de insulina de ação rápida, insulinas de ação ultra-rápida, entre outros.
Esta revisão pretende discutir detalhadamente a importância do estado pós-prandial no paciente com diabetes tipo 2 desde a progressão da disfunção da célula beta associada à resistência à ação insulínica até o sesenvolvimento do processo de aterogênese. Serão discutidas as alternativas terapêuticas dietéticas, comportamentais (exercício físico) e farmacológicas. Por fim, serão abordadas as possíveis perspectivas de tratamento para o futuro. …
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